Lista de consumíveis de uso frequente para laboratórios de P&D farmacêutica
Se você já trabalhou em um laboratório de P&D farmacêutico, sabe bem como é. Você está no meio de um ensaio, vai pegar uma caixa de pontas de pipeta e descobre que está vazia. Ou percebe que os tubos de centrífuga de que precisa estão em espera — de novo.

Os quatro consumíveis que vejo os laboratórios esgotarem mais rapidamente são pontas de pipeta, tubos de centrífuga, membranas de filtro e colunas de cromatografia. Eles não são nada glamorosos. Mas, quando acabam, tudo para.
Cada um tem suas próprias armadilhas.
Pontas de pipeta
As pontas de pipeta são os consumíveis mais utilizados em qualquer laboratório farmacêutico. Toda transferência de líquido — e há centenas por experimento — requer uma.
As principais especificações a serem observadas são a esterilidade e a ausência de DNase/RNase. Para trabalhos de cultura celular e biologia molecular, você não pode ignorar esses requisitos. Pontas não esterilizadas são adequadas para preparação de tampões ou trabalhos não biológicos, mas qualquer coisa que envolva células ou ácidos nucleicos requer pontas esterilizadas e certificadas.
Pontas de baixa retenção valem o custo extra para amostras viscosas ou caras. As pontas padrão deixam uma camada de líquido para trás; as de baixa retenção minimizam essa perda. Para uma amostra de anticorpo de US$ 500, isso faz diferença.
Os tamanhos comuns variam de 10 µL a 1.000 µL, sendo 200 µL o mais utilizado. Se você estiver fazendo um pedido para um laboratório movimentado, mantenha um estoque permanente do tamanho mais comum e reabasteça antes que ele acabe.
Tubos de centrífuga
Os tubos de centrífuga são o segundo item da lista. Eles são usados para preparação de amostras, sedimentação de células, precipitação de proteínas e armazenamento.
Os tamanhos mais comuns são 1,5 mL, 15 mL e 50 mL. Já vi laboratórios esgotarem caixas de tubos de 1,5 mL em poucos dias — eles são o padrão para praticamente todas as preparações em pequena escala.

Considerações importantes: esterilidade, vedação à prova de vazamentos e tolerância à temperatura. Para criopreservação, você precisa de tubos que resistam a -80 °C sem rachar. Para centrifugação, eles precisam suportar mais de 10.000 RCF sem falhar.
Uma coisa que aprendi: compre tubos com graduações impressas, não moldadas. As marcas impressas são mais fáceis de ler e não interferem na visibilidade da amostra.
Membranas de filtragem
A filtração está presente em toda parte na P&D farmacêutica — esterilização de meios, clarificação de lisados, remoção de partículas de tampões.
Os filtros de seringa são os mais comuns. Os tamanhos típicos de poros são 0,22 µm para esterilização e 0,45 µm para clarificação geral. A escolha entre PES (polietersulfona) e PVDF (polifluoreto de vinilideno) depende da sua amostra. O PES apresenta menor ligação a proteínas e permite um fluxo mais rápido; o PVDF é mais resistente quimicamente.
Os filtros de tampa de frasco são usados para volumes maiores — filtragem de meios ou tampões em quantidades de 100 mL a 1 L. Eles são mais eficientes do que os filtros de seringa para trabalhos em grande escala, mas têm custo unitário mais elevado.
Os filtros de disco de membrana são usados em aplicações especializadas. Eu os vejo com mais frequência na preparação de amostras para HPLC, onde amostras livres de partículas são essenciais.

O erro que vejo com mais frequência é laboratórios comprando filtros de 0,22 µm para tudo, inclusive em aplicações em que 0,45 µm seria adequado. O tamanho de poro menor tem vazão mais lenta e custa mais.
Colunas cromatográficas
As colunas cromatográficas não são consumíveis diários como as pontas de pipeta. Mas, quando se leva em conta o custo e a interrupção que ocorrem quando elas falham, elas merecem atenção.
As colunas de HPLC são os pilares da análise farmacêutica. Elas têm vida útil limitada — normalmente de 500 a 2.000 injeções, dependendo da limpeza da amostra. Quando o desempenho cai, você substitui a coluna.
As colunas de SPE (extração em fase sólida) são usadas para a preparação de amostras antes da análise. São de uso único e consumidas em grandes quantidades em laboratórios que processam muitas amostras.
As colunas preparativas são usadas para purificação em maior escala. Elas são caras e duram mais, mas, quando falham, o impacto é maior.
O segredo para a vida útil da coluna está na preparação da amostra. Amostras sujas danificam as colunas rapidamente. Já vi laboratórios prolongarem a vida útil das colunas em 50% simplesmente adicionando uma etapa de filtragem antes da injeção.
Conclusão
Pontas de pipeta e tubos de centrífuga são essenciais para o trabalho diário em laboratório. Membranas de filtração e colunas cromatográficas são os guardiões da qualidade das amostras. Cada um tem suas próprias especificações e vantagens e desvantagens. Escolher os itens certos economiza tempo, dinheiro e frustração.
Já entrei em laboratórios onde o freezer está cheio de amostras, mas a bancada não tem pontas de pipeta. Isso não é um problema de pesquisa; é um problema de suprimento.
Não deixe que isso aconteça com você.
Stanford Advanced Materials (SAM) fornece consumíveis laboratoriais de alta qualidade para laboratórios de P&D farmacêuticos em todo o mundo. Entre em contato com nossa equipe — informe-nos os padrões de uso do seu laboratório, e nós o ajudaremos a estabelecer uma cadeia de suprimentos confiável.
Referências
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ISO 8655. Aparelhos volumétricos acionados por pistão. Organização Internacional de Normalização.
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USP <788>. Partículas em injeções. Farmacopeia dos Estados Unidos.
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USP <659>. Requisitos de embalagem e armazenamento. Farmacopeia dos Estados Unidos.
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ASTM E2452. Prática padrão para determinação do desempenho de tubos de centrífuga. ASTM International.
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Dr. Samuel R. Matthews

